EXPERIÊNCIA ESTÉTICA E MATERIALIDADES LITERÁRIAS DIGITAIS

Alamir Aquino CORRÊA

Resumo


Nas inquietações acerca do papel das materialidades na percepção do objeto literário digital, observam-se os processos construtivos da intermedialidade, da multimedialidade, da remediação e dos experimentalismos verbivocovisuais, geralmente problematizados no conjunto de textos teórico-explicativos que costumeiramente acompanham as produções literárias em meio digital. Parte-se, assim, da compreensão de fundamentos e da discussão das problemáticas inerentes à produção poemática digital, quando observadas as materialidades não-digitais e do livro enquanto meio (Medium), bem como das mediações centradas na compreensão da Voz e da Escrita.

No contexto de sala de aula, enquanto um espaço receptivo das obras poéticas digitais, o principal obstáculo tem sido lidar com experiências estéticas cuja reprodutibilidade se faz desconexa em momentos de execução do objeto poético digital, quando justapostas aos instantes de discussão estética. Parece haver uma dificuldade explícita na replicação/explicação de texto poético digital. É de se buscar outro modo de circunscrição desse objeto por suas condições de existência: experiência e relato interpretativo, ambos processos individuais. Mesmo usando os pré-textos e os paratextos, por vezes existentes e a acompanhar os objetos poéticos digitais, é na sala de aula que surge outro viés interpretativo, aquilo que proponho, em termos hipotéticos, como memória estética; a saber, a experiência desses objetos carece de formas de segmentação e contextualização. Uma obra poética digital depende de seu processo de execução, mesmo que hipertextual, a seguir uma linha temporal de experimentação estética. 

ABSTRACT

 

Concerning the role of materialities in the perception of the digital literary object, we observe the constructive processes of intermediation, multimediality, remediation and verbal-perceptual experimentalisms, usually problematized in the set of theoretical-explanatory texts that usually accompany digital literary productions. Therefore, the start point is based on the understanding of the fundamentals and the discussion of the problems inherent in digital poem production, when the non-digital materialities and the book as a medium are observed, as well as mediations centered on the understanding of Voice and Writing.

In the context of the classroom, as a receptive space for digital poetic works, the main obstacle has been dealing with aesthetic experiences whose reproducibility becomes disconnected at moments of execution of the digital poetic object, when juxtaposed to the instants of aesthetic discussion. There seems to be an explicit difficulty in replicating / explaining digital poetic texts. It is necessary to seek another mode of circumscription of this object by its conditions of existence: experience and interpretative reporting, both individual processes. Even using pretexts and paratexts, sometimes existing and accompanying digital poetic objects, it is in the classroom that another interpretive bias arises, what I propose, in hypothetical terms, as aesthetic memory; namely, the experience of these objects lacks forms of segmentation and contextualization. A digital poetic work depends on its execution process, even if hypertextual, following a time line of aesthetic experimentation. .

 

Keywords: aesthetic experience; digital literature; materialities.


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