POÉTICAS DA/NA INTERFACE: UMA LEITURA DE FANTASIA BREVE, A PALAVRA-ESPUMA – GERADOR AUTOMÁTICO DE POEMAS COM BASE EM VERSOS DE ANA HATHERLY

Vinicius Carvalho PEREIRA

Resumo


O professor e pesquisador português Rui Torres, responsável pelo maior repositório online da poesia experimental portuguesa (PO.EX), é também poeta de vanguarda e produtor de softwares geradores de poemas. Esses sistemas, por meio de operações algorítmicas, geram poemas inéditos a partir de recombinações, permutas, ablações, enxertos e amálgamas de textos do cânone lusófono – procedimento caro à literatura contemporânea e potencializado quando de sua realização no universo digital. Nesse contexto, analisa-se no presente artigo Fantasia breve, a palavra-espuma, gerador automático de poemas produzido por Rui Torres com base em versos de Ana Hatherly. Indaga-se, para tanto, como esse sistema realiza uma empreitada poética de séries, adiamentos, repetições e diferenças, análoga à que também se dedicara a poeta experimental portuguesa. Com tal fito, investiga-se como o software de Rui Torres acaba por abrir portas para insuspeitas potências estéticas que o serialismo – da escrita de Hatherly e das linguagens artificiais de programação – constrói a partir de intrincados códigos. Fantasia breve, a palavra-espuma é, afinal, uma máquina que emula o estilo de Ana Hatherly e, pela repetição infinita que as operações computacionais em loop permitem, acaba por nos revelar um algo mais da poeta experimental portuguesa, por meio de séries sígnicas automáticas.

 

Palavras-chave: Gerador de poemas. Séries. Diferença e repetição. Rui Torres. Ana Hatherly.

 

POETICS OF/ON INTERFACE:

A READING OF FANTASIA BREVE, A PALAVRA-ESPUMA – AN AUTOMATIC POEM GENERATOR BASED ON VERSES BY ANA HATHERLY

 

ABSTRACT

 

The Portuguese professor and researcher Rui Torres, in charge of the biggest online repository of Portuguese experimental poetry (PO.EX), is also an avant garde poet and a producer of poem generator programs. By means of algorithmic operations, these systems generate novel poems based on recombinations, permutations, ablations, insertions and amalgams of lusophone canonical texts – a common procedure in contemporary literature, potentialized in the digital universe. In this context, we herein analyze Fantasia Breve, a Palavra-Espuma, a poem generator program produced by Rui Torres based on verses by Ana Hatherly. To do so, we question how this system carries out a poetic enterprise of series, deferments, repetitions and differences, similar to that of the Portuguese experimental poet. With a view to that, we investigate how Rui Torres’s software opens doors for unsuspected aesthetic potencies that serialism – both in Hatherly’s writings and in artificial programming languages – engenders within intricate codes. Fantasia breve, a palavra-espuma is a machine that emulates Hatherly’s style and, by means of the endless repetitions permitted by computational operations in loop, it ends up revealing more of the Portuguese experimental poet through automatic sign series.

 

Keywords: Poem generators. Series. Difference and repetition. Rui Torres. Ana Hatherly.


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