FIGURAÇÕES DA INSUBMISSÃO NO PROJETO ROMÂNTICO ABOLICIONISTA DE MARIA FIRMINA DOS REIS: UMA LEITURA DAS PERSONAGENS NEGRAS NO ROMANCE ÚRSULA

Karina de Almeida CALADO

Resumo


O presente estudo busca evidenciar estratégias de insubmissão presentes no projeto narrativo de Úrsula (1859), romance inaugural da autora maranhense Maria Firmina dos Reis, analisando a obra em relação aos modelos vigentes no Romantismo. Considerando-se o projeto estético e ideológico desse romance, é possível identificar uma postura abolicionista, tecida na obra por uma consciência autoral, a partir das vozes enunciativas. A narrativa se constrói em estreita conexão com o momento histórico, apresentando a problemática do negro e da escravidão de uma maneira destoante e incomum na literatura brasileira daquele período. Nessa perspectiva, este trabalho procura destacar o aspecto dissonante, configurado pela inclusão do testemunho do escravizado na diáspora. Entende-se, além disso, que o conteúdo do romance e a autoria feminina resultam em um duplo atrevimento, reveladores da postura audaz de uma escritora negra que rompe com os paradigmas daquela sociedade. As reflexões desenvolvidas defendem a ideia de que Maria Firmina dos Reis, ainda que utilize estruturas canônicas em voga no Romantismo, promove modulações para criar uma obra original, com marca própria na literatura brasileira. A pesquisa lança mão de contribuições teóricas fundamentadas em Bhabha (2013), Bory (1966), Reis e Lopes (1988) Schwarcz (1996) e Sommer (2004).

 Palavras-chave: Maria Firmina dos Reis. Romantismo. Abolicionismo. Autoria feminina. Dissonância.


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